My happy ending

Ele; Alto, moreno, de olhos escuros, cabelo bagunçado. Ela; Loira, de olhos verdes, unhas sempre coloridíssimas, com algumas tatuagens e piercings espalhados por aí. Ele; Violão, Palmeiras, morangos, música, video-game, revistas. Ela; Ballet, dança de rua, Ratattouille, xadrez, listras, chá gelado e doces. Eles; amor, conversas, assuntos intermináveis, contas de telefone altíssimas, saudade de um dia para o outro, brincadeiras, piadas internas, expressões típicas só dos dois. Era o destino. Ou não. Tanto faz, não importa. Se davam bem. Se amavam. Era o bastante. Ou não. A vida inteira que tinham pela frente parecia pouco. Muito pouco. Poderiam se casar, quem sabe. Daria certo, muito certo. Teriam um apartamento bonito, impecavelmente organizado por causa da neurose dela. Com revistas, livros e palhetas espalhados, por causa dele. Uma cozinha grande, com uma geladeira 90% dela e 10% dele. A parte dela teria os ítens mais bizarros do mercado, provavelmente unidos numa receita inventada. A parte dele, teria frutas, cerveja e patê de atum. Teriam um quarto simples, com uma cama bem grande: metade com 5 cobertores, metade com nenhum. Passariam os dias rindo, felizes, se divertindo juntos. JUNTOS. Isso bastaria. Iriam cozinhar, pedir pizza, fazer fondue, assistir filmes, ouvir música, contar piadas, brincar de rima. Perderiam a hora frequentemente e chegariam atrasados ao trabalho. Aos finais de semana, poderiam sair. Cinema, bar, shopping, shows,  jantar com os amigos, aniversários, karaokês, baladas, restaurante japonês. Ela escolheria o programa, ele iria o caminho todo reclamando dela dirigindo. Eles brigariam toda vez que ela fosse estacionar o carro. Mas isso não teria problema, pois seria parte da relação deles. Fora do carro, jamais brigariam. Não haveria motivos para isso. Ciúmes, TPM, caras de bravo. Tudo isso seria contornável. Mais para frente, teriam filhos. Um menino skatista e uma menina bailarina. Ele ia querer levar o filho ao estádio e aos shows de rock, enquanto ela levaria a filha ao cabeleireiro e ao shopping. Teriam também um cachorrinho, para completar a típica família de comercial de margarina. Final feliz demais? Pois é. O happy ending existe. Viveriam felizes para sempre. E sempre.

2 Respostas so far »

  1. 1

    May said,

    Ahh que lindo! eu fiquei emocionada!
    existe happy ending sim…é só achar a metade que te completa. =]
    quero ir no casamento e ser madrinha da bailarina ou do skatista…hahaha
    espero que os dois sejam muito felizes juntos!

  2. 2

    Danilo Vital said,

    frutas, cerveja e patê de atum resumem muito bem a minha alimentação aheuaheiuhaiheae
    Dei muitas risadas com várias partes do texto. Gostei muito!
    Amo você, Mariana Toledo!
    Bjos


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