Au-au…

Agora pouco estava assistindo Marley e eu na televisão. Tá aí um filme que é impossível de se assistir sem chorar, tanto para quem tem cachorro quanto para quem não tem. A história do “pior cão do mundo” emociona e deixa até os mais insensíveis sensibilizados. Depois do filme foi inevitável não pensar na minha cachorra, a Milly. Há quase três anos eu cismei que queria um cachorro. Pedi pra minha mãe e ela disse que tudo bem, contanto que eu arranjasse um sozinha, porque ela não ia comprar nem adotar um pra mim. Então comecei a maior campanha pra conseguir um: divulguei pra todo mundo que queria um cachorro, comecei a telefonar pra mil lugares de adoção… pensava nisso 24 horas por dia. Até que achei a Milly. Ela veio pra minha casa com 40 dias de idade, e era muito, muito, muito pequenininha, cabia na palma da minha mão. No começo, ela era um cãozinho no melhor estilo Marley: comia tudo que via pela frente, não me deixava dormir, não podia ficar sozinha em casa, só fazia besteira! Com o tempo, ela foi se acostumando com a gente e hoje eu posso QUASE dizer que ela é comportada. Mas a questão é que, comportada ou não, ela é muito importante na minha vida. Se ela pudesse me ouvir, eu só gostaria de agradecer (quer dizer, gostaria de pedir também que ela não comesse os chocolates que eu tenho no meu quarto e nem arrancasse pedaços dos meus bichos de pelúcia, mas isso pode ficar em segundo lugar). Eu gostaria de agradecer pela companhia diária. Pelo consolo, ainda que silencioso, quando eu estou triste. Pela cara de solidariedade quando ela me vê chorar. Por ficar do meu lado enquanto eu estou estudando, olhando pros meus livros como se estudasse também. Por me assistir e dançar comigo quando eu preciso ensaiar para dança. Por recepcionar tão bem (bem até demais) todos os meus amigos que vem aqui em casa. Pelos passeios, pelos filmes, pelos cochilos durante à tarde, por dividir o cobertor nos dias frios. Pela amizade e pelo companheirismo que só a gente entende. Pelas brincadeiras, pelas risadas verdadeiras que ela me faz dar. Pela festinha que ela faz toda vez que eu chego em casa. Pela alegria que ela me faz sentir quando a vejo correr pra lá e pra cá com a sua bolinha. Pela felicidade que ela expressa diante de gestos simples, como cócegas na barriga ou um biscoito. Eu agradeço por ser minha amiga. Eu agradeço por existir. Eu agradeço por ter te encontrado. E eu queria, acima de tudo, que ela soubesse que o fato de ela ser o pior cão do mundo é o que faz dela o melhor cão do mundo.

 

 

5 Respostas so far »

  1. 1

    Bia said,

    ah cara, fiquei pensando demais na minha dog também quando vi marley e eu ! impossível não se emocionar! tente ler o livro, também é lindo!

  2. 2

    Monello said,

    AHHH QUE MEIGO!!! HAHA

    A Queijadinha é demais mesmo! haha
    Adorei a parte de receber seus amigos muito bem😀
    E ainda tenho a foto dela dormindo em cima de um pufe em forma de dado hahahahaha

    Beijos Mááá

  3. 3

    Vinícius de Melo said,

    Gravei Marley & Eu para assistir depois. Haha, acho que nem vou me emocionar. Afinal, “só” tenho dois cachorros irresistíveis😛

  4. 4

    Isa said,

    Como disse o Monello, adorei a parte de receber os amigos!!!
    A Milly é sempre tão graciosa, principalmente quando ela me vê!!!

    ahahhhahahhahhahhah =]

    Isso me lembra que eu quero um cachorro!!!!

  5. 5

    Ju said,

    Aiiiiiiiiii, que bonitinho! Minha cachorra morreu em agosto e agora eu fiquei com saudade =/ Hahahahhaa

    A foto é a mais linda do mundo!


Comment RSS · TrackBack URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: