9 coisas sobre mim

     Depois de ver o post “9 coisas sobre mim” no blog da Isa, da Fê e do Evo (não sei fazer links amigos, desculpe) resolvi fazer um sobre mim também. Não que eu seja uma pessoa com mil coisas interessantes para declarar a meu respeito, mas enfim, achei a brincadeira legal. Vamos lá:

1. Eu morro de medo de fogo – Quando digo que tenho medo de fogo não é porque eu tenho medo de incêndios e fogueiras não. Quer dizer, claro que eu tenho medo disso, mas o meu problema é muito maior:  eu tenho medo de vela, de fósforo, de isqueiro. Não sei acender fósforo e nunca fiz questão de aprender. Não gosto de velas grandonas no meu bolo de aniversário porque sempre acho que vou me queimar com elas. É uma coisa fora do normal… acho que eu morri queimada na encarnação passada, só pode ser.

2. Eu não me permito mudar de ideia – Isso se aplica às coisas mais simples do meu dia-a-dia. Por exemplo, se eu saio de casa a caminho da manicure falando que eu vou pintar a unha de azul, eu não me permito chegar lá e falar que eu vou pintar de rosa. Se eu acordei pensando em pão na chapa, eu não me permito chegar na padaria e pedir pão de queijo. Isso não faz o menor sentido, eu sei, mas eu nunca disse que eu era uma pessoa normal.

3. Eu tenho fases – Isso significa que quando eu cismo com alguma coisa, eu fico fascinada por alguns dias, semanas ou até meses e depois passa. Por exemplo: suco de melão. Meses atrás eu cismei com suco de melão – tomava no café da manhã, no almoço, no lanche, no jantar. Achava a melhor bebida do mundo e não trocava por nenhuma outra. Hoje em dia, eu não vejo a menor graça em suco de melão. Eu até gosto, mas não acho incrível. Fases do momento: roupa xadrez, cupcakes, frozen e coisas escrito “love”.

4. Eu tenho TOC – Transtorno obsessivo compulsivo, para quem não sabe. É uma doença em que a pessoa apresenta algumas compulsões, isto é, sofre de ideias e comportamentos que podem parecer ridículos e absurdos para a própria pessoa, mas que mesmo assim são incontroláveis e repetitivos. Por exemplo, antes de dormir eu ajusto o despertador para tocar às 6h20. Eu confiro se ele está ativado uma vez. Depois olho de novo. Depois de novo. Depois de novo, de novo, de novo… umas 15 vezes, eu acho. E para ler um livro acontece algo parecido. Eu leio uma página, leio duas… aí volto e leio tudo de novo, para ter certeza que não li errado. E se está escrito algo do tipo “a menina escolheu seu jantar” eu não consigo prosseguir na leitura se não imaginar a cara da menina, o cabelo, a roupa que ela estava usando, o que ela pediu para comer… É, eu repito: eu não sou normal.

5. Tenho mania de listas – É claro que todo mundo faz algumas listas, tipo a do supermercado. Mas eu não paro por aí. Todo dia antes de me deitar eu pego meu bloquinho de listas e escrevo: levantar às 6h20, sair às 7h10, ir para a faculdade, ir embora da faculdade, passar na farmácia, almoçar em casa, estudar e etc. Preciso fazer um roteiro para o dia seguinte senão não vou conseguir levar o dia numa boa. Já tentei ficar sem fazer isso, mas não dá…eu fico angustiada, achando que vou esquecer de alguma coisa. Também tenho minhas listas de restaurantes que eu quero ir, filmes que eu quero assistir, roupas que eu quero comprar, trabalhos que preciso fazer para a faculdade… tudo que tenha mais de dois ítens é motivo para lista.

6. Eu gosto de “Happy Rock” – Tá, essa é a hora que todo mundo fecha a página do meu blog e desiste de ser meu amigo. Calma gente, sem preconceitos, por favor. Sim, eu gosto de Cine, de Restart, de Hevo 84 e de mais um monte de bandas que provavelmente ninguém mais quer saber. Visto que eu estudo numa faculdade onde, eu aposto, quase ninguém mais gosta desse tipo de música, eu prefiro não sair falando disso publicamente e guardar a minha calça azul turquesa e as minhas blusas amarelo-flúor para usar em outros ambientes. Mas já que é para divulgar coisas estranhas sobre mim, vamos arriscar né.

7. Minha relação com a comida é estranha – A maioria das pessoas que me conhecem sabem que, se tratando de alimentação, meus gostos são um tanto quanto estranhos. Sou apaixonada por Gastronomia e sonho em trabalhar com Jornalismo Gastronômico, mas tenho plena consciência que não sou normal nesse ponto. Eu adoro misturar coisas que não têm absolutamente nada a ver ou fazer receitas MUITO doces. Exemplo de combinações estranhas que eu gosto? brigadeiro com salame e mexerica com maionese. Exemplo das minhas receitas MUITO doces? bolo de chocolate com cobertura de calda de chocolate, leite condensado em cima, suspiro, nutella e açúcar. SIM, açúcar. Além disso, eu como algumas coisas de um jeito diferente, como pizza e sanduíche. Gosto de comer as coisas “em etapas”. A pizza, por exemplo, eu raspo primeiro todo o recheio para depois comer a massa pura. Já os sanduíches, eu como primeiro o pão, depois o tomate, depois o alface, depois o queijo, depois o hamburguer… uma coisa de cada vez.

8. Eu vejo o mesmo filme váárias vezes – Confesso que eu sou beem chatinha para gostar de algum filme. Mas quando eu gosto, eu gosto meeesmo e assisto quantas vezes eu puder. Por exemplo, na minha ficha da locadora está registrado que eu já aluguei Ratatouille 154 vezes. No balanço do amor, quase 100. Não sei exatamente o porquê de assistir tantas vezes se eu já sei o que vai acontecer… mas acontece que quando eu quero ver um filme, eu prefiro optar pelo conforto de algo que eu já tenho certeza que vou gostar do que me arriscar e provavelmente não gostar da novidade.

9. Eu sou alienada tecnologicamente – É, então, eu não manjo naaada de tecnologia, nem as mais simples. Nunca tive um mp3, nem um mp4 nem um ipod. Só ouço música no celular porque ele veio com um manual MUITO detalhado explicando como fazer. Mas confesso que a primeira música que eu baixei foi em dezembro de 2009. Sim, ANO PASSADO. Até então, eu só ouvia músicas que me passavam pelo computador ou em cd mesmo. Além disso, eu não tenho pen-drive, não sei gravar cd e não sei passar as fotos da minha máquina para o computador.

Enfim, é isso. Surpreendendo-se ou não, espero que ainda gostem de mim! : ) hahaha

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Uma droga chamada expectativa

     Sabe quando a gente fica ansioso por algo? Pode ser qualquer coisa: uma festa, uma viagem, um feriado, um encontro ou simplesmente um acontecimento especial. A gente programa, olha no calendário quantos dias faltam e aí começa uma contagem regressiva, que pode ser mental ou até anotada num papel. Os dias “que faltam” parecem se arrastar. As horas demoram e a gente fica pensando toda hora “ai, ainda falta tanto tempo…” e o dia esperado parece que nunca vai chegar.
     Apesar disso, a expectativa é uma sensação boa, gostosa de sentir mesmo. É legal sentir um frio na barriga de pensar no que está por vir e não conseguir tirar isso do pensamento em quase cem por cento do tempo. É divertido ficar imaginando, sonhando e planejando como vai ser quando o grande momento chegar.
     O problema é quando ele chega. Quanto mais a gente espera, parece que mais rápido passa. Enquanto as horas que antecediam o que você estava esperando se arrastavam, elas agora parecem segundos de tão rápido que passam. E se for tudo do jeito que você sonhava então, vai acabar mais repentinamente ainda. 
     Aí então vem aquela nostalgia. Sabe aqueles dias em que você ficava falando “nossa, tá quase chegando…” ?! Que falta eles fazem né! Que vontade que a gente tem de voltar no tempo e começar tudo de novo, desde o dia em que a contagem regressiva teve início.
     É por isso que eu acho que a expectativa é uma droga. É ótimo estar ansioso por algo e ficar feliz só de pensar a respeito. Ficar na expectativa é um vício, não tem como controlar ou evitar. Mas às vezes eu fico pensando se talvez não fosse melhor não esperar por nada. Viver um minutinho de cada vez, sem pensar no que vai acontecer daqui a um dia ou um mês. Será que a vida não seria muito melhor aproveitada e todos os momentos, não só aqueles pelos quais a gente fica aguardando ansiosamente, seriam inesquecíveis?

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Sobre vampiros e lobos

     Bella, Edward e Jacob. Personagens de um best-seller que começou sem grandes pretensões, mas que conquistou muita gente e atingiu um sucesso inexplicável. Acompanhada por milhares de jovens, a saga Crepúsculo cresceu, rendeu 4 livros e ganhou os cinemas. Mas como tudo que é adorado por muitos, a saga também virou alvo de críticas severas. Comparações com Harry Potter regem a maioria dessas critícas, que, entre outras coisas, acusam a autora, Stephenie Meyer, de influenciar negativamente os pré-adolescentes (a maioria do público leitor de Crepúsculo) e de ter criado uma história vazia, clichê e fantasiosa demais. Egoísmo à parte, como o blog é meu mesmo, eu resolvi falar do que Crepúsculo significa para mim, fã incondicional da obra.  

     Primeiramente, parem de comparar Crepúsculo com Harry Potter. É claro que as duas obras têm de fato muita coisa em comum; Falam de magia, de seres fantásticos e irreais, de aventura, de romance. Mas eu acredito que o número de diferenças seja maior do que o de semelhanças. Para começar, HP é composto de 7 livros (a maioria bem grandes, por sinal), enquanto Crepúsculo tem 4. Ou seja, é claro que HP é muito mais complexo, mais detalhado e acredito eu que mais planejado do que Crepúsculo. HP tem muito mais personagens e histórias envolvidas, e a história de Crepúsculo não vai muito além do amor de Bella e Edward. Enfim, a questão é que como Harry Potter ensinou muito sobre Literatura para os jovens, a cobrança por uma história tão bem elaborada quanto essa caiu em cima de Stephenie Meyer, que, garanto eu, não tinha a pretensão de se equiparar a J.K. Rowling. Essas comparações são feitas apenas por vontade de fãs fanáticos, tanto de HP quanto de Crepúsculo, de mostrar o quanto a sua obra preferida é a melhor.

     Outro ponto que eu acredito ser injusto na avaliação de Crepúsculo é a acusação que as pessoas fazem de Meyer estar influenciando negativamente os pré-adolescentes ao colocar a Bella dividida entre dois amores, ao falar de sexualidade, ao mostrar o Jacob sem camisa nos filmes etc. Acontece que os livros não tem censura. Se são crianças (ou pré-adolescentes, chamem como quiser) de 12, 13 anos que se encantaram pela obra, a culpa não é da autora. Cabe aos pais julgarem o que seus filhos devem ou não ler.  Ela não lançou um livro para crianças. E sinceramente, se é para falar de influência negativa na juventude vamos falar de Big Brother, de novelas, de revistas, de seriados… tudo influencia os jovens, é completamente injusto colocar tudo nas costas da Stephenie. E mais, acho que o fato da Bella estar dividida entre o Edward e o Jacob e chegar a ficar com os dois é muito, muito inocente perto do que acontece na vida real. Hoje, meninas de 13 anos já beijaram vários caras e ficam com muito mais do que dois na mesma noite. Fazem muito mais do que só beijar. E tudo isso já era assim bem antes de Crepúsculo.

     Além disso, há muita coisa boa a se aprender com a saga Crepúsculo. Claro que não estou falando de conhecimentos intelectuais e grandes ensinamentos sobre Literatura, mas de coisas para a vida pessoal de cada um mesmo. O que eu queria conseguir mostrar para todas as pessoas que “metem o pau” no Crepúsculo é o que eu aprendi com ele. Para mim, romântica à moda antiga, Crepúsculo é uma verdadeira lição sobre amor de verdade, e só aceito que diga o contrário quem realmente leu os livros. O modo como o Edward trata a Bella e faz de tudo para que ela acredite no seu amor é encantador e inspirador (odeio rimar, desculpe). E é justamente ISSO que eu acho que a juventude de hoje em dia está precisando! Num mundo onde as pessoas só ficam por ficar, que é raríssimo alguém querer assumir compromisso, que os jovens estão acostumados a beijar todo mundo que ver pela frente numa noite, uma obra literária que traz uma história de amor verdadeiro talvez sirva para inspirar e mostrar que SIM, o amor é importante e necessário. Há quem diga que as meninas podem ficar iludidas achando que encontrarão um cara como o Edward na próxima esquina, mas convenhamos que iludir as meninas é coisa que os filmes fazem desde sempre – que criança nunca sonhou com o príncipe da Cinderella ou da Pequena Sereia? E que adolescente não sonhou com o cara da Nova Cinderela ou de Um amor para recordar? Isso faz parte do cinema. É natural e bastante saudável. Acreditem ou não, e tirem sarro se quiserem, mas Crepúsculo me influenciou a começar a desejar sair da vida de baladas e arranjar um namorado sério. Todas as meninas que lerem pelo menos um dos livros tiveram vontade de ter um amor de verdade. Eu tenho certeza absoluta.

     Por fim, quero ressaltar que apesar de fã dos livros do Crepúsculo, eu não sou fã dos filmes. Como toda obra que sai das páginas e vai para as telas, os filmes deixam a desejar em termos de atuação, adaptação, efeitos especiais, enredo e etc. A questão do amor verdadeiro transmitido por Crepúsculo que eu tanto falo simplesmente não aparece nos filmes. A história fica mal contada e, para quem não leu os livros, creio que fique difícil compreender alguns detalhes. Eu peço, por favor, que não julguem Crepúsculo baseando-se nos filmes. A Bella dos livros não é a Bella dos filmes. O amor dela e do Edward não é aquele sem-graça que os filmes mostram. O Jacob não é (só) um corpo bonito. Os Volturi não são só uma participação especial da Dakota Fanning. Deem uma chance aos livros. A história não é vazia, não é clichê, os diálogos não são fracos e não é só pegação e luta de vampiros e lobos.   

“Essa história de amor com vampiros é impossível de largar antes do fim” – The Wall Street Journal

“A série de Meyer fervilha com a atração das paixões proibidas somada ao tempero inebriante do sobrenatural” – The New York Times

“Movida a suspense e romance, esta irresistível estreia de Meyer manterá os leitores virando as páginas furiosamente” – Publishers Weekly

Não é à toa, né?

PS: Post motivado e inspirado no www.is-adora-ble.blogspot.com 

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My happy ending

Ele; Alto, moreno, de olhos escuros, cabelo bagunçado. Ela; Loira, de olhos verdes, unhas sempre coloridíssimas, com algumas tatuagens e piercings espalhados por aí. Ele; Violão, Palmeiras, morangos, música, video-game, revistas. Ela; Ballet, dança de rua, Ratattouille, xadrez, listras, chá gelado e doces. Eles; amor, conversas, assuntos intermináveis, contas de telefone altíssimas, saudade de um dia para o outro, brincadeiras, piadas internas, expressões típicas só dos dois. Era o destino. Ou não. Tanto faz, não importa. Se davam bem. Se amavam. Era o bastante. Ou não. A vida inteira que tinham pela frente parecia pouco. Muito pouco. Poderiam se casar, quem sabe. Daria certo, muito certo. Teriam um apartamento bonito, impecavelmente organizado por causa da neurose dela. Com revistas, livros e palhetas espalhados, por causa dele. Uma cozinha grande, com uma geladeira 90% dela e 10% dele. A parte dela teria os ítens mais bizarros do mercado, provavelmente unidos numa receita inventada. A parte dele, teria frutas, cerveja e patê de atum. Teriam um quarto simples, com uma cama bem grande: metade com 5 cobertores, metade com nenhum. Passariam os dias rindo, felizes, se divertindo juntos. JUNTOS. Isso bastaria. Iriam cozinhar, pedir pizza, fazer fondue, assistir filmes, ouvir música, contar piadas, brincar de rima. Perderiam a hora frequentemente e chegariam atrasados ao trabalho. Aos finais de semana, poderiam sair. Cinema, bar, shopping, shows,  jantar com os amigos, aniversários, karaokês, baladas, restaurante japonês. Ela escolheria o programa, ele iria o caminho todo reclamando dela dirigindo. Eles brigariam toda vez que ela fosse estacionar o carro. Mas isso não teria problema, pois seria parte da relação deles. Fora do carro, jamais brigariam. Não haveria motivos para isso. Ciúmes, TPM, caras de bravo. Tudo isso seria contornável. Mais para frente, teriam filhos. Um menino skatista e uma menina bailarina. Ele ia querer levar o filho ao estádio e aos shows de rock, enquanto ela levaria a filha ao cabeleireiro e ao shopping. Teriam também um cachorrinho, para completar a típica família de comercial de margarina. Final feliz demais? Pois é. O happy ending existe. Viveriam felizes para sempre. E sempre.

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Mais do mesmo, menos de mim

     Minha vida pessoal não era um dos meus temas preferidos quando pensei na linha editorial desse blog, mas vira e mexe acabo fazendo dele um diário, uma maneira de desabafo, e escrevo coisas que pode ser que ninguém esteja interessado em ler. Tudo bem. O que importa é que isso aqui me faz bem e, assim como qualquer jornalista (ou aspirante a), escrever faz com que eu me sinta melhor.
     Eu sinto que a minha vida anda num ritmo de um trem-bala. Todos os minutos do meu dia são repletos de coisas para fazer e, quanto mais coisas eu faço, mais eu acho que dá tempo para fazer de tudo e arranjo mais ocupações. Faculdade, trabalho, dança, estudar. Eu estou percebendo aos poucos que eu não dou conta de tudo isso. A não ser que eu abra mão de mim. Quer dizer, eu não tenho mais tempo de fazer coisas simples da minha antiga rotina (que me faz muito mais falta do que eu pensei que faria). Eu preciso de férias. Eu quero um tempo para mim. Eu quero pensar na vida, eu quero descansar, eu quero ficar à toa.
     Às vezes, durante a correria do dia-a-dia, me vem algo na cabeça que eu gostaria de pensar a respeito. Mas simplesmente não dá tempo! Não dá tempo de pensar! Eu vou só acumulando. Coisas para pensar, para ler, para escrever, para fazer. Lugares que eu quero ir, pessoas para quem eu quero telefonar. Tudo vai ficando ali, anotado no caderninho de listas. E fica lá. E o tempo passa. Um dia, dois, três. Uma semana. Outras. Um mês, dois meses. 
     Quando esse relógio vai descansar? Quando eu vou ter uma folga para mim?! No fundo, eu não entendo o sentido disso tudo. De ir para uma faculdade cujo curso não precisa de diploma. De dançar quando não se tem corpo apropriado nem tempo suficiente para isso. De se matar de estudar quando as provas sempre acabam sendo em dupla e com consulta e um ctrl c + ctrl v garante um 10 nos trabalhos. De estagiar numa coisa que eu não gosto, para ganhar um dinheiro que eu não preciso. Vale a experiência, ok, mas vale trocar um monte de coisa que eu sinto saudade por experiência? Não sei não.
     A questão é saber o que realmente importa. Minha cabeça viaja nesse tema, e se eu mesma não consigo decifrar a pergunta, não posso nem pedir ajuda para os outros porque ninguém entenderia. É um questionamento complicado, e pensar nisso leva minha mente a lugares complexos demais para mim agora. Eu não quero decifrar nada. Eu não quero nada complicado perto de mim. Eu não quero fazer esforço. Eu só queria… parar. Um pouquinho que fosse. Para viver. Para respirar. Para ser eu. Como eu gostaria de ser. E não como motivos que eu não sei expor querem que eu seja.
     Eu não quero mais do mesmo. Eu quero mais de mim.

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A desilusão no novo ídolo sertanejo

    

     No dia 18 de abril, domingo, eu fui assistir ao show extra do Luan Santana aqui em São Paulo. Estava bem animada para ir, já que eu gosto bastante dele e de quase todas as suas músicas. O show não foi ruim, mas confesso que me decepcionou em muitos aspectos.
     Eu esperava ver um cara feliz e animado diante do seu enorme e recente sucesso, mas eu percebi que esse mesmo sucesso subiu a sua cabeça e acabou com toda humildade que ele tinha no comecinho de carreira. Ele sabe que todas as suas fãs estão aos seus pés e não faz a mínima questão de esconder isso, muito pelo contrário, através de certos comentários, ele se coloca como o cara mais desejado do momento. 
     Mais do que humildade, falta profissionalismo. Sei que ele é um bom cantor, mas tive a impressão que em muitas músicas ele estava apenas dublando, no playback mesmo. Sorte que as músicas são boas e que ninguém se preocupou se ele estava cantando de fato ou não.
     Músicas românticas, músicas dançantes e muito bate-papo com a plateia: essa mistura fez com que, apesar dos defeitos, o show fosse bom e ele conquistasse ainda mais o público, em especial o feminino.
    Não vou deixar de gostar dele e muito menos das suas músicas, mas agora sei que ele não é nem metade do que eu pensava.

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Pelo gosto de ser nerd

     Semana passada foi a semana de provas e entrega de trabalhos na faculdade. Para mim, leia-se:
1. Semana de ir dormir no mínimo às 2h da manhã, já que fico na companhia dos livros, apostilas e resumos até a hora de ser vencida pelo sono;
2. Semana de ficar nervosa, irritada e ansiosa;
3. Semana de ter a gastrite e a faringite atacando;
4. Semana de tpm, já que a Cásper escolhe a dedo para a semana de provas SEMPRE coincidir com a minha semana de tpm.
Não que a minha faculdade seja exigente assim; Quem é exigente sou eu, comigo mesma. Semana de provas mexe comigo de um jeito que chega a beirar o ridículo.
     Desde o segundo colegial me acostumei a ser assim: estudiosa ao extremo e excessivamente preocupada em fazer roteiros de estudos, relatórios, resumos e tudo mais. Parece que nunca é o suficiente. 
     É claro que isso me atrapalha um pouco. Às vezes gostaria de ser mais desencanada, de conseguir estudar só o normal e ir dormir tranquila na véspera de uma prova e tirar uma nota do tipo 8 e ficar feliz. Mas não dá, eu não consigo mesmo. Para mim ir dormir antes de ter estudado tudo que eu planejei é frustrante, e tirar uma nota abaixo de 9 é mais frustrante ainda.
     Mas assim como tudo na vida, ser nerd também tem seu lado bom. A sensação de ler as questões de uma prova e sentir que você sabe tudo e mais um pouco é prazerosa de um jeito indescritível, assim como responder todas as dúvidas dos seus colegas também é muito bom.
     Vantajoso ou não, é assim que eu sou e vou continuar sendo. Irritada, ansiosa, beirando à loucura. Porém feliz. Nerd e feliz.

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