Minha vida pessoal não era um dos meus temas preferidos quando pensei na linha editorial desse blog, mas vira e mexe acabo fazendo dele um diário, uma maneira de desabafo, e escrevo coisas que pode ser que ninguém esteja interessado em ler. Tudo bem. O que importa é que isso aqui me faz bem e, assim como qualquer jornalista (ou aspirante a), escrever faz com que eu me sinta melhor.
Eu sinto que a minha vida anda num ritmo de um trem-bala. Todos os minutos do meu dia são repletos de coisas para fazer e, quanto mais coisas eu faço, mais eu acho que dá tempo para fazer de tudo e arranjo mais ocupações. Faculdade, trabalho, dança, estudar. Eu estou percebendo aos poucos que eu não dou conta de tudo isso. A não ser que eu abra mão de mim. Quer dizer, eu não tenho mais tempo de fazer coisas simples da minha antiga rotina (que me faz muito mais falta do que eu pensei que faria). Eu preciso de férias. Eu quero um tempo para mim. Eu quero pensar na vida, eu quero descansar, eu quero ficar à toa.
Às vezes, durante a correria do dia-a-dia, me vem algo na cabeça que eu gostaria de pensar a respeito. Mas simplesmente não dá tempo! Não dá tempo de pensar! Eu vou só acumulando. Coisas para pensar, para ler, para escrever, para fazer. Lugares que eu quero ir, pessoas para quem eu quero telefonar. Tudo vai ficando ali, anotado no caderninho de listas. E fica lá. E o tempo passa. Um dia, dois, três. Uma semana. Outras. Um mês, dois meses.
Quando esse relógio vai descansar? Quando eu vou ter uma folga para mim?! No fundo, eu não entendo o sentido disso tudo. De ir para uma faculdade cujo curso não precisa de diploma. De dançar quando não se tem corpo apropriado nem tempo suficiente para isso. De se matar de estudar quando as provas sempre acabam sendo em dupla e com consulta e um ctrl c + ctrl v garante um 10 nos trabalhos. De estagiar numa coisa que eu não gosto, para ganhar um dinheiro que eu não preciso. Vale a experiência, ok, mas vale trocar um monte de coisa que eu sinto saudade por experiência? Não sei não.
A questão é saber o que realmente importa. Minha cabeça viaja nesse tema, e se eu mesma não consigo decifrar a pergunta, não posso nem pedir ajuda para os outros porque ninguém entenderia. É um questionamento complicado, e pensar nisso leva minha mente a lugares complexos demais para mim agora. Eu não quero decifrar nada. Eu não quero nada complicado perto de mim. Eu não quero fazer esforço. Eu só queria… parar. Um pouquinho que fosse. Para viver. Para respirar. Para ser eu. Como eu gostaria de ser. E não como motivos que eu não sei expor querem que eu seja.
Eu não quero mais do mesmo. Eu quero mais de mim.
Mais do mesmo, menos de mim
1 Resposta até agora »
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guilherme1118 disse,
25/05/2010 @ 11:17 am
Recentemente, andei lendo (curiosamente, por causa da Cásper) um texto que você talvez conheça, chamado “Sobre a brevidade da vida”, de um filósofo chamado Sêneca.
Sim, a princípio, parece apenas cult bull shit. Mas, acredite, o texto é bastante válido, não deve levar uma hora pra se ler; caso você consiga arranjar tempo, recomendo.