Ele surgiu do nada, como quem não quer nada. Numa noite, uma festa, umas bebidas, uma ficada. Era para ser só isso. Eu queria curtir a minha vida de solteira, ele também não queria nada sério. Mas não era para ser assim.
Identificação imediata é pouco para descrever o que aconteceu. Sintonia? Gostos parecidos? Coincidências inúmeras? É muito mais do que isso. É alguém que me faz bem. Que faz o tempo passar voando e a gente nem percebe. É alguém que quanto mais eu fico por perto, mais eu quero ficar.
Dizer que tudo foi fácil seria mentira; mas eu não ligo, pois se fosse fácil não teria graça. Apesar disso, eu não mudaria em nada essa história. Cada detalhe, cada conversa, cada momento foi essencial para que tudo fosse tão legal como foi. Tão legal, tão natural e tão diferente de tudo que eu já vivi.
Por mais clichê que pareça, é mesmo muito diferente de tudo, muito mais do que eu podia imaginar e desejar para mim. São pequenos detalhes que, aos poucos, me conquistaram e fizeram eu me sentir especial. Mensagens de celular, declarações inesperadas, trufas para “adoçar o meu dia”, abraços carinhosos, elogios capazes de me deixar extremamente envergonhada.
Por me fazer bem, por me fazer feliz, por fazer eu me sentir importante. Por fazer de tudo para me agradar de um jeito que às vezes eu nem acredito. Por confiar em mim, por ser incrivelmente compreensivo, por ser tão companheiro e amigo. Por tudo isso, hoje eu posso dizer, é amor de verdade.
Arquivo para Março, 2010
O anjo mais velho. O meu anjo mais velho.
“A felicidade se encontra nas coisas mais simples da Terra”
Esses dias comecei a reparar como eu fico feliz com coisas simples, até bobas, eu diria. Eu não preciso de grandes acontecimentos no meu dia para considerá-lo bom; são as pequenas coisas que, juntas, tornam-se muito melhores do que algo realmente notável. Aprender a valorizar os detalhes com certeza faz toda a diferença.
Por exemplo, se o dia amanhece ensolarado, já é um motivo para achar que o ele vai ser bom (tá certo que esse calor insuportável que tem feito não é nada bom, mas o dia fica bem mais bonito assim do que cinza e chuvoso né?!). Depois, ir para a faculdade é uma coisa que eu realmente deveria valorizar mais. Quer dizer, eu estou na faculdade que eu queria, com os amigos maravilhosos que eu fiz… Um dia isso vai fazer falta, então é melhor aproveitar mais agora, enquanto eu posso.
E aí vem a parte do trabalho. É extremamente cansativo pegar o metrô lotado, no calor, em pé, e demorar para chegar lá. Chegando, é péssimo ter que andar correndo pela rua desviando de tudo e de todos para conseguir chegar no horário. Mas eu quis tanto esse estágio! Eu gosto do trabalho, gosto das pessoas, e claro, como ninguém é de ferro, eu também gosto do salário no fim do mês.
À noite, eu vou para dança, me sentindo a pessoa mais exausta do mundo. Mas mesmo assim… Tudo vale a pena. Dançar é minha vida e todo mundo que me conhece está cansado de saber disso. Por mais que nem tudo seja flores e que alguns dias sejam muito difíceis, o saldo final é positivo. Pelas pessoas, pelas aulas, pelas coreografias, pelas músicas… Cada detalhe importa!
Excluindo a minha rotina como exemplo agora, o que eu quero dizer é que quem procura grandes motivos para se sentir feliz acaba mais infeliz do que quem se apega aos detalhes do dia-a-dia. Quem espera muito vive apenas alguns dias de felicidade, enquanto quem valoriza as coisas simples vive feliz todos os dias.
Valorize sorrisos, valorize olhares, valorize ouvir um “bom dia” ou um “durma bem”. Valorize quem está por perto. Valorize um almoço gostoso, uma sobremesa calórica, um ventinho em meio a um dia de calorão. Valorize um abraço, um beijo, ou um simples aceno de oi. Valorize alguns segundos de boa companhia, valorize as conversas, valorize as mensagens de celular. Valorize tudo aquilo que te faz bem, ainda que apenas por alguns segundos. Qualquer momento de alegria vale.
Música do título: Casinha, do Armandinho
“A felicidade se encontra nas coisas mais simples da Terra
Às vezes a paz de um sorriso pode desarmar uma guerra”
Amizades duram para sempre. Ou não.
Eu sempre fui daquelas que acreditam que amigos de verdade duram para sempre. Quando conheço uma pessoa e tenho de cara uma impressão ruim, não adianta, eu nunca vou conseguir gostar dela. Mas se o contrário acontece e me identifico e gosto da pessoa, provavelmente vou logo começar a confiar cegamente e considerar a pessoa minha amiga.
Aí começa toda a rotina de amizade: compartilhar segredos, sair junto, ficar horas no telefone, desabafar, consolar, conversar… A gente se pergunta como não tinha conhecido essa pessoa antes e tem certeza que a amizade durará para sempre.
Por milhares de motivos, as amizades esfriam. Pela correria do dia-a-dia, pela falta de tempo de telefonar, fazer uma visita ou entrar no msn, por amizades novas que aparecem… tudo vira um ciclo. Você faz um amigo, ele vira seu MELHOR amigo, vocês se distanciam, surge outro amigo e tudo recomeça.
Mas isso não deveria ser assim. Amizades não vêm com prazo de validade. Já dizia aquela famosa música do filtro solar: “entenda que amigos vem e vão, mas nunca abra mão dos poucos e bons”. Será que existem realmente esses poucos e bons?! Tá, que eles existem, eles existem. O problema é que quase ninguém se lembra de que a gente não deve abrir mão deles.
Enfim, o objetivo desse post é fazer as pessoas pensarem. Pensarem em quem eram seus melhores amigos há 10 ou 1 ano atrás. E quem são seus melhores amigos hoje. Quantas pessoas se perderam no tempo? De quantos amigos a gente se afastou e nem sabe direito explicar o porquê? Quantas vezes a gente marcou de reencontrar aquele amigo antigo e na verdade nunca o fez?
Amigos são a família que podemos escolher. E como toda a família, deveriam permanecer juntos para sempre.
“Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais”
A lista – Oswaldo Montenegro
Pães arrasam
Não, eu não estava maluca quando criei a pauta desse post. Acontece que esses dias eu estava voltando para casa de ônibus e desci no ponto em frente à uma padaria que, pelo cheiro, tinha acabado de tirar uma fornada de pães quentinhos. E não tem nenhum perfume no mundo que eu ache tão bom quanto o de pão recém-assado. Nem o meu perfume preferido, nem flores, nem bolo de chocolate e nem café têm odores tão poderosos quanto o pãozinho. E eu, que já estava morrendo de fome, fui praticamente hipnotizada comprar meia dúzia deles pra mim (tá, não foram TODOS pra mim né).
E hoje, conversando com uma amiga, vi o quanto pão é sempre uma boa opção. É um dos alimentos com maior variedade (é só pensar: quantos tipos de pão você conhece?) e é impossível achar alguém que não goste de pelo menos um desses tipos. Além de matar a fome, pão é muito bom e nos permite fazer milhões de combinações. Pode ser salgado; com manteiga, maionese, requeijão, margarina, queijo, presunto, salame, peito de peru… E também pode ser doce; com geleia, com manteiga e nescau (espero que eu não seja a única que faz isso), com leite condensado, com nutella… Pode ser pro café da manhã, pro almoço, pro lanche, pra janta, ou pra qualquer fominha fora de hora.
Então chega de blá blá blá e bom apetite. Seja com um pão francês, uma bisnaguinha, um croissant, uma baguete, um brioche, um ciabatta, um pão de forma, um pão integral ou o que você preferir!
PS: Quero pedir desculpas aos meus meia dúzia milhões de leitores pelo pequeno abandono no blog… ando sem muito tempo pra atualizá-lo, mas não vou desistir dele não
Só eu sei… porque eu não fico em casa!
Há pouco mais de uma semana voltaram as aulas na faculdade, e junto com elas a rotina que eu tanto amo. Acordar cedo (tá, essa parte eu não amo, mas enfim), me arrumar, tirar um cochilo no sofá enquanto a minha mãe não fica pronta, ir para a Cásper. Tomar café da manhã sozinha na galeria, atravessar a rua, pegar o Metro e entrar na faculdade.
Passar a carteirinha na catraca, esperar o elevador, entrar, apertar o quinto andar (“elevador subindo”). Encontrar os amigos e entrar na aula (ou não). Professores chatos, professores legais, milhões de coisas pra anotar. Conversas, risadas, cochilos (e dá-lhe CásperDorme.com).
Almoços às 11 e meia, ônibus lotado, bar de sexta-feira. Tardes de trabalho em grupo, horas de estudo na biblioteca, comemorações bimestrais no McDonald´s todo final de semana de provas. As segundas-feiras de manhã e a rodinha de conversa para as atualizações do fim de semana; as aulas chatas passadas no corredor, no terceiro andar, no computador, na companhia das colegas de sala ou dos outros casperianos que, teoricamente, eu não posso ver durante o horário de aula.
E a melhor parte, claro: as cervejadas, as baladas e o JUCA, que dessa vez eu vou! A primeira cervejada já foi nesse sábado, e só veio para provar que mais um ano incrível está começando.
Lalá lalalálalá lalá lalalálalá Eu sou sempre Cáspeeeeer
Lalá lalalálá Sempre comigo Cáspeeeer
Lalálálá Só eu seeeeeei…
Porque eu não fico em casa!
Parabéns duplo e atrasado
Por pura coincidência, meus três amigos nipônicos fazem aniversário no mesmo mês. Passado o post da Gabi, estou em falta com mais dos aniversariantes, por isso hoje o post vai ser divido em dois.
1 – Carol (Kérols, Jérols, Sushi ou como preferir) – Não é necessário explicar o quanto ela é uma amiga importante na minha vida. Com o fim do colégio, morremos de medo de nossa amizade enfraquecer por conta da distância e da falta de tempo, mas o que aconteceu foi totalmente o contrário. As tardes de trabalho em grupo, os estudos para as provas, a dança de salão de segunda e quarta e os lanches na padaria depois do inglês foram substituídos por horas no telefone, tardes jogando Wii, passeios de carro e jantares no japonês mensalmente. Percemos que a amizade que construímos nos três anos de colegial é forte o suficiente para seguir daqui pra sempre. Ela é muito, muito especial. Com certeza uma das melhores amigas que eu tenho, e para quem eu desejo toda a felicidade do mundo, não só no seu aniversário mas como em todos os outros dias da vida dela.
2- Alemão – Eu não sei em que momento ele deixou de ser um colega de bar para se tornar um amigo, mas isso aconteceu em pouquíssimo tempo e ele já é bastante especial para mim. Por muitas vezes ele foi a única pessoa para quem eu consegui desabafar problemas pessoais e falar sobre exatamente tudo que eu estava pensando e sentindo, e foi aí que eu descobri que ele é uma das melhores pessoas para me dar conselhos – a sua paciência e preocupação comigo me impressionaram e me fizeram ter por ele um carinho muito grande. Entre bares até de manhã, papos no msn e dancinhas um tanto quanto alcoolizadas na cervejada nossa amizade só tende a crescer.
Parabéns e tudo de bom – ainda que sejam votos atrasados – para esses dois amigos tão queridos!
